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Rosinski, Grzegorz

Rosinski, Grzegorz

 
 
AUTOR                                                                                                                                                                                       

ROSINSKI, GRZEGORZ

  • 2191000001
  • Rosinski, Grzegorz
  • 03-08-1941
  • Stalowa Wola
  • Polónia
 
 
BIOGRAFIA                                                                                                  
 

Grzegorz Rosiński: O Pintor Épico da BD Europeia

Grzegorz Rosiński nasceu a 3 de agosto de 1941, em Stalowa Wola, na Polónia. É um dos mais influentes autores da banda desenhada europeia, conhecido sobretudo por ser o co-criador de Thorgal, uma das séries mais emblemáticas da BD franco-belga. A sua obra combina realismo pictórico, sensibilidade épica e uma profunda ligação à tradição artística da Europa Central.

Formação e primeiros anos na Polónia

Rosiński estudou na Academia de Belas-Artes de Varsóvia, onde se formou em pintura e artes gráficas. Durante os anos 60 e 70, tornou-se uma figura de destaque na BD polaca, colaborando com revistas como Relax e Nowa Fantastyka. Apesar do ambiente cultural vibrante, vivia sob o regime comunista, que limitava a liberdade artística e o contacto com o exterior.Em 1982, no auge da crise política e da lei marcial imposta por Jaruzelski, Rosiński decidiu abandonar a Polónia. Como descreve no texto que partilhaste, a decisão foi tomada em quinze minutos — sem telefone, sem correio e com receio de tanques russos na fronteira. Um encontro fortuito com o cônsul belga, admirador da sua coleção de Tintin, permitiu-lhe obter vistos e iniciar uma nova vida no Ocidente.

Encontro com Jean Van Hamme e o nascimento de Thorgal

A chegada à Bélgica foi decisiva. Rosiński já trabalhava à distância com Jean Van Hamme, mas o encontro presencial consolidou uma das parcerias mais importantes da BD europeia. Juntos criaram Thorgal, uma série que mistura mitologia nórdica, fantasia, ficção científica e drama humano. Entre 1977 e 2018, Rosiński ilustrou 23 álbuns, trabalhando ao dobro do ritmo habitual na Europa.O seu estilo — realista, expressivo, profundamente atmosférico — tornou-se inseparável da identidade da série. Thorgal é, para Rosiński, “um pouco como a família”, enquanto os one-shots são “pequenas aventuras ao lado”.
  • O Grande Poder do Chninkel e a busca artística
  • Em 1988, Rosiński e Van Hamme lançam O Grande Poder do Chninkel, uma obra-prima em preto e branco que se tornou imediatamente um clássico. Rosiński descreve este período como uma necessidade de “parar um pouco”, de procurar a fonte da luz e da composição. O álbum revelou a sua faceta mais pictórica e experimental.
  • Ao longo da carreira, procurou sempre trabalhar com novos editores e argumentistas, mas apenas com aqueles em quem confiava artisticamente.

Método de trabalho e filosofia

Rosiński trabalha por instinto. Quando recebe um argumento, folheia-o rapidamente e começa a desenhar, tentando manter-se fiel à primeira visão. Uma curiosidade revelada no texto: devido ao seu astigmatismo, revê cada prancha num espelho — técnica usada também por Modigliani e El Greco.Com o tempo, deixou de pintar a óleo, lamentando a perda do cheiro da terebintina, mas continuou a criar capas e ilustrações com a mesma intensidade emocional. A cor passou a ser entregue a Graza, colorista de confiança.

Últimos anos e legado

Rosiński retirou-se oficialmente da série Thorgal em 2018, após mais de quatro décadas de trabalho. Vive atualmente na Suíça. É considerado um dos maiores artistas da BD europeia, comparável a Moebius, Hermann ou Pratt, e a sua obra influenciou gerações de ilustradores.

 

 
 
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